20/07/11
Audiência Publica denuncia más condições de trabalho nos Call Center's
01/07/11
Piso Estadual será ponto de debate em Audiência Pública sobre o Telemarketing
Entre os principais problemas enfrentados pelos operadores de telemarketing estão as metas abusivas e o baixo salário, elementos que contribuem para grande rotatividade de empregados no setor e para os altos índices de adoecimento. A categoria é composta, em maioria, por mulheres, com idade entre 18 e 25 anos, sem experiência profissional.
A audiência pública será realizada pela Comissão de Trabalho Previdência e Ação Social e foi requerida pelo deputado estadual, Celinho do Sinttrocel, a pedido do Sinttel-MG.
TRABALHADORES ACAMPAM POR MELHORIAS
O Sinttel-MG convoca os trabalhadores a trazerem suas barracas e participarem do manifesto. A alimentação será fornecida pelo sindicato. Mais informações no 3279-2020 ou no imprensa@sinttelmg.org.br. Participe!
28/06/11
Vem aí a 2ª Etapa da Campanha
22/06/11
Porque o Salário Mínimo Regional em Minas?

Murilo Ferreira da Silva*
O objetivo fundamental é instituir em Minas uma política regional que regulamente o valor do salário mínimo regional de forma a associar sinergicamente os ganhos reais de salário aos ganhos da economia como um todo e a uma concepção de desenvolvimento regional, tudo isso elaborado e implementado com a efetiva participação da sociedade civil.
Minas Gerais possui o terceiro maior PIB do Brasil, com uma participação de 9,3% em relação ao total produzido pelo país, segundo dados do IBGE de 2008. Perde somente para São Paulo, com 33,1%, e Rio de Janeiro, com 11,3%, todos pertencentes à região Sudeste, a mais rica do país e que concentrava também naquele ano 56% da renda nacional. Contudo, Minas é o único dos Estados mais ricos do país que ainda não adotou o Salário Mínimo Regional. Os que adotaram foram: São Paulo, Rio de janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Ao verificar o atraso mineiro, seis centrais sindicais do Estado – CTB, NCST, CUT, CGTB, UGT e Força – estão realizando diversas ações para promover o debate e a conscientização dos mineiros de que o salário mínimo regional pode ser um importante instrumento para democratizar a renda e promover um processo acelerado de crescimento do mercado interno e do desenvolvimento regional.
O que as diversas representações sindicais citadas acima procuram, além de envolver o conjunto da sociedade nessa discussão, é superar o paradigma neoliberal em que o planejamento e a regulamentação foram desacreditados e postos de lado em função da absolutização dos mecanismos de mercado. Assim, ao reorientar o rumo e fomentar alternativas, o movimento sindical tenta criar as condições para a implantação de um projeto de desenvolvimento para Minas que venha superar o atraso em que o Estado se encontra na formulação de políticas públicas que valorize o trabalho, o trabalhador e a distribuição de renda.
É sabido que as crises do capitalismo são provocadas pelo brutal processo de concentração e acumulação de riquezas. Desde a crise da economia global iniciada em 2007 o Brasil tenta, como um grande desafio, contrariar essa lógica imanente desse sistema. A economia mineira, essencialmente exportadora – concentrada na mineração; em poucas commodities agrícolas, dentre elas o café; e em poucos setores industriais, como o setor automotivo, pouco faz para reverter um processo desproporcional de concentração e centralização de riquezas. Associado a essa característica, nota-se o fato de que o grande capital local tudo faz para manter subjugado o trabalhador e arrochado o seu salário, pois, assim, pretende concorrer em melhores condições no mercado externo. Essa característica acelera as distorções e as contradições do capitalismo mineiro, levando a um processo de desenvolvimento também distorcido e concentrador.
Mais ainda, o que está em jogo é o processo de desenvolvimento de regiões menos prósperas e deprimidas economicamente. Sabe-se o quanto a valorização do salário mínimo tem contribuído para o desenvolvimento do país e do nordeste em particular, região que ainda apresenta um atraso secular. Assim, esse instrumento pode ser usado em Minas para promover ações que minimizem as distorções regionais de participação e distribuição na renda. A valorização do salário tem impacto direto nos mercados locais e nas camadas mais pobres da população, portanto tende a valorizar o mercado interno. Sem dúvida, é uma medida que reorientaria uma economia essencialmente exportadora e capaz apenas de gerar riquezas para poucos.
Consideramos que essa concepção fomentará a economia regional, constituindo-se a valorização do salário alavanca fundamental na superação da pobreza e, devido a isso, incorporando ao mercado de trabalho e consumo uma parcela ainda grande da sociedade mineira excluída do processo de geração e apropriação da riqueza gerada no Estado.
(*) Diretor da CTB Minas
15/06/11
Dieese alerta para a importância politica do Piso
94% dos pisos salariais tiveram alta acima da inflação
Aumentos iguais à inflação representaram 2%; os inferiores, 4%.Maior reajuste teve ganho real de 34,3%; o menor, perda real de 8,6%.
De acordo com o levantamento do Dieese, 94% dos pisos foram aumentados em percentuais superiores INPC no ano passado. Os reajustes iguais ao índice representaram 2% e, os inferiores, 4%.
Os dados foram coletados por meio do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS/Dieese), que desde 2004 analisa os resultados das negociações coletivas dos pisos salariais. Em 2010, o maior reajuste de piso salarial representou um ganho real de 34,3% acima do INPC. O menor, uma perda real de 8,6%.
Setores: Todos os setores econômicos apresentaram ganhos reais em mais de 90% dos pisos salariais considerados, diz o estudo. No setor rural, todos os pisos analisados tiveram aumento acima da inflação. O setor de serviços foi o que apresentou a maior concentração de reajustes iguais à variação do INPC (5%). Com relação aos reajustes insuficientes para recompor a inflação, a indústria e os serviços apresentaram percentuais muito próximos: 4,5% e 4,2%, respectivamente.
Os valores dos pisos salariais firmados em 2010 concentram-se nas menores faixas de valores. Quase um terço dos pisos possui valor de até R$ 550, e pouco mais da metade de até R$ 600. Pisos superiores a R$ 1.000 representam 6%.
Aproximadamente 31% das negociações de 2010 definiram pisos salariais únicos em seus acordos ou convenções coletivas de trabalho. As demais (69,2%) apresentaram mais de um piso por documento.
Os critérios mais comuns para definir os pisos foram por função (47,3%), tempo de serviço (20%) e dimensão da empresa (10,5%). “A ordem dos critérios de diferenciação dos pisos tem-se mantido inalterada desde 2004, ano do primeiro balanço dos pisos salariais do Dieese”, diz o levantamento.